Notícia

Smart 2020 Portugal

2008-11-11 16:54:00

Poderá fazer download da versão completa do estudo no Media Center

Estudo Smart 2020 (Clique aqui para efectuar o download em formato .pdf) 

O protocolo de Quioto representou o primeiro compromisso quantificado da comunidade internacional no combate contra o aquecimento global em resultado do aumento de concentração de gases de efeito de estufa (GEE) na atmosfera. Estudos mais recentes têm vindo a demonstrar a necessidade, e em alguns casos a insuficiência, das metas estabelecidas pelo protocolo de Quioto.


Em 2008, a Global eSustainability Initiative (GeSI) publicou o relatório SMART 2020, que pela primeira vez apresentou um caso quantificado sobre o impacto actual e potencial das TIC nas emissões globais de GEE, não só em termos da pegada própria, e também do impacto potencial sobre outros sectores.

É no seguimento do relatório SMART 2020 que surge o relatório Portugal Smart 2020, desenvolvido pela APDC com a colaboração do Boston Consulting Group. O relatório, primeiro de uma série de localizações das conclusões do estudo global, procura estabelecer o ponto de partida e identificar oportunidades de utilização das TIC para combate às emissões de GEE em Portugal.

Os compromissos de emissões, assumidos por Portugal para 2012, foram há muito excedidos, e tanto tendências históricas como uma projecção realista “Business as Usual” para os próximos anos, mesmo com as iniciativas de eficiência energética já em curso, não permitem ser optimista sobre a possibilidade de cumprimento dessa meta. Apesar do sector das TIC representarem apenas uma pequena parte das emissões de GEE actuais e futuras em Portugal (~1,4% em 2020), o estudo mostra que activando o potencial das TIC através de várias iniciativas, é possível reduzir as emissões totais de GEE da economia em até 15%, (mais de dez vezes o impacto directo do sector), possibilitando alcançar os objectivos já em discussão para 2020.

O potencial de redução de emissões estimado noutros sectores da economia por aplicação das TIC permitiria reduções de até 11,9 MtonCO2e; o equivalente a 2,2 mil milhões de euros em poupanças de custos com carbono e com energia. Este potencial de redução induzido resulta não apenas da desmaterialização de processos e interacções, mas também de aplicações ao nível das redes de transporte de energia, edifícios, transportes e dos motores e processos industriais.           

O estudo aponta 3 áreas chave onde as TIC podem actuar no combate às alterações climáticas:


• Sistemas de “Pagamento por Emissões e Gestão de Congestionamento Urbano” em transportes,

• Sistemas de gestão da distribuição e consumo de energia eléctrica, conhecidos como Smart Grids,

• Sistemas de gestão inteligente de eficiência energética em edifícios.

Estas iniciativas permitem realizar 55% do potencial identificado, reduzindo o gap para os objectivos estabelecidos em 67% Nestas áreas, o desafio representa para o sector e para a economia em geral uma oportunidade de ganhar negócio, mudando o modelo de crescimento. Para estas oportunidades, são apontados caminhos onde o desenvolvimento e implementação de soluções pioneiras que podem não só dar um contributo decisivo para a redução de emissões de GAE, mas também constituir soluções exportáveis que contribuam para o crescimento da economia numa base de baixa intensidade de carbono.