Notícia

Estudo “Smart Portugal 2020”

2008-11-11 08:37:00

Aposta nas TIC gera poupanças e reduz pegada de carbono

As empresas portuguesas podem ganhar entre dois a 2,3 mil milhões de euros por ano, se souberem aproveitar as oportunidades de uma economia com menos carbono, aproveitando as potencialidades dadas pela utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
Esta é uma das  principais conclusões do “Smart Portugal 2020”, que hoje foi apresentado no âmbito do Congresso das Comunicações’08. O estudo, promovido pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, mostra que o tecido empresarial português e o País como um todo podem posicionar-se competitivamente em vários segmentos da nova economia com baixo teor de carbono, ao utilizarem massivamente as TIC.
O “Smart Portugal 2020” revela que a utilização das TIC permite reduzir em cerca de 15% as emissões de gases de efeito de estufa num cenário até 2020, o que gerará economias potenciais de cerca de 2,2 mil milhões de euros por ano. Entre as áreas que oferecem o maior potencial de redução de emissões e proporcionam as oportunidades mais interessantes de negócio às empresas portuguesas estão os sectores do sistema de distribuição de energia eléctrica, dos transportes e dos edifícios. E mostra claramente que  é possível não só cumprir os compromissos decorrentes do Protocolo de Quioto como também as metas para 2020 acordadas pelo Conselho Europeu de Março de 2007
De acordo com Diogo Vasconcelos, Presidente da APDC, mais que um mero estudo, o “Smart Portugal 2020” representa “uma oportunidade única para todos: entidades públicas, empresa e cidadãos. Da sociedade esperam-se novos comportamentos – repensar a utilização do carro individual, adoptar novas soluções de mobilidade e de trabalho à distância, ter capacidade de determinar o consume de energia. Uma mudança que exige participação, envolvimento, co-criação. Dos mercados, espera-se a criação de novas oportunidades de negócio – a crise e o advento de um novo paradigma criam uma enorme pressão para inovar, numa lógica de ‘destruição criativa’. Em áreas como as redes eléctricas, os transportes e a gestão de edifícios, o estudo identifica oportunidades tangíveis. Dos governos e reguladores, exigem-se politicas adequadas – as quais passam por uma postura inteligente, de “orquestração” da inteligência dispersa, dentro e fora do sector público e pelo fomento de soluções, tecnologias e infra-estruturas de baixa intensidade de carbono”.
Também Jorge Vasconcelos, Presidente do Congresso das Comunicações´08 e líder do Grupo de Trabalho TIC e Energia, o estudo vem garantir de uma vez por todas que a utilização das TIC podem reduzir em cerca de 15% as emissões globais de gases de efeito de estufa previstas para 2020, “cerca de 10 vezes a pegada de carbono calculada para a indústria das novas tecnologias em Portugal”. Uma redução “suficiente para que o nosso País vá de encontro aos objectivos estabelecidos para 2012 em matéria de emissões de CO2 e atinja as ambiciosas metas definidas para 2020. Desde 2001, Portugal implementou, com sucesso, uma estratégia agressiva de massificação de energias renováveis. As TIC vão impulsionar ainda mais essa estratégia, permitindo a passagem de uma abordagem quantitativa para uma mais qualitativa”.
O estudo “Smart Portugal 2020” surge na sequência de um outro estudo recentemente publicado, de carácter global, o  “Smart 2020”, da responsabilidade do Gesi. E constitui a primeira aplicação a nível nacional das ideias apresentadas pelo trabalho internacional. Entretanto, outros países europeus e os Estados Unidos ou lançaram ou estão prestes a lançar estudos semelhantes ao agora apresentado em Portugalm que foi financiado por 20 entidades portuguesas de TIC, energia e transportes, tendo sido realizado pela empresa de consultadoria Boston Consulting Group em estreita colaboração com os associados da APDC e com as mais relevantes instituições e empresas nacionais neste domínio.